Simulado do ENEM não falta na internet. O problema é que quase todos são a mesma coisa: um banco de questões de anos anteriores, igual para todo mundo, que mede o que a prova cobra em geral — não o que você estudou nesta semana.
Nas últimas semanas antes do ENEM 2026 (as provas são em 8 e 15 de novembro, segundo o Edital nº 64/2026 do Inep), o simulado mais útil é o que nasce das suas próprias anotações: das aulas do cursinho, do caderno, das apostilas. Ele responde a uma pergunta diferente — "do que eu estudei, o que de fato ficou?" — e é isso que diz onde gastar as horas que restam.
Este guia mostra como fazer esse simulado com IA, o que ele faz bem, o que ele não substitui e como encaixá-lo num cronograma de estudos até a prova.
Simulado pronto ou simulado do seu material? Os dois, em momentos diferentes
Cada tipo serve a uma coisa:
- Provas anteriores do ENEM medem se você está pronto para o formato da prova: enunciados longos, interpretação, tempo. São insubstituíveis e estão de graça no portal do Inep, em Provas e Gabaritos. Faça pelo menos três completas até novembro.
- Simulado gerado das suas anotações mede se o conteúdo que você acabou de estudar foi realmente aprendido. É o que você faz no fim de cada semana de estudo, por matéria ou por bloco de tópicos.
O erro comum é fazer só o primeiro. Você resolve a prova de 2023, tira 620 e não sabe se os erros vieram de conteúdo que nunca estudou ou de conteúdo que estudou e esqueceu. O simulado do seu material separa essas duas coisas.
Por que testar a si mesmo funciona (e reler não)
Não é opinião: é um dos resultados mais replicados da psicologia cognitiva. O grupo The Learning Scientists, de pesquisadores da área, explica a prática de recuperação de forma direta: recuperar a informação da memória torna-a mais fácil de recuperar depois, e quem estuda respondendo questões lembra mais e aplica melhor o que aprendeu do que quem só relê as anotações. Eles também insistem num detalhe que costuma ser ignorado: conferir a resposta depois e repetir a recuperação ao longo do tempo.
Um simulado das suas anotações faz as três coisas de uma vez: obriga a recuperar, mostra o que errou e vira uma lista do que revisar.
O que o simulado do Synt faz — e o que não faz
Para não vender o que não existe, aqui está o que acontece exatamente quando você cria um simulado no Synt:
O que ele faz:
- Gera 20 questões de múltipla escolha a partir do seu material — as anotações que você colou, as fotos do caderno ou o PDF da apostila (o upload de PDF faz parte do Synt Pro). As questões saem do seu conteúdo, não de um banco genérico.
- Mistura todo o conteúdo da prova, sem dizer de qual tópico é cada questão. É a diferença entre o simulado e um quiz normal: no quiz você sabe que está em "Era Vargas"; no simulado, como no ENEM, a questão chega sem etiqueta.
- Modo prova na web: em app.synt.app você responde as 20 questões e só vê o gabarito no final, sem feedback questão a questão — no dia 8 de novembro essa ajuda não vai existir. No app do celular, cada resposta mostra na hora se acertou; para simular a prova de verdade, prefira a versão web.
- Duração sugerida para cada simulado (cerca de 25 minutos para 20 questões). O Synt não trava a tela com um cronômetro — você marca o tempo no celular ou no relógio e trata como prova.
- Nota na sua escala e contra a sua meta. Ao terminar, o resultado aparece como "hoje isso vale um 7, sua meta é 8", e o plano ajusta as próximas sessões.
- Revisão dos erros: as questões que você errou alimentam uma sessão própria, feita só com elas, para revisar alguns dias depois.
O que ele não faz:
- Não tem questões oficiais do ENEM nem imita a TRI. Para isso, as provas anteriores do Inep.
- Não corrige redação.
- Não funciona com vídeo, áudio ou aula gravada — só texto, foto e PDF.
Se o que você quer é um simulado avulso, sem plano, a ferramenta de simulado com IA faz isso a partir de um texto colado. Para simulados recorrentes dentro de um calendário, o caminho é o plano até a prova, abaixo.
Passo a passo: do caderno ao simulado
1. Junte o material de um bloco de conteúdo
Escolha um bloco fechado: "Brasil República", "Genética", "Funções". O simulado é tão bom quanto o material que entra. Se as suas anotações estão dispersas, o guia sobre como tomar notas com IA mostra como organizá-las num formato que rende questões melhores — tópicos claros, definições explícitas, exemplos.
Três formas de colocar o material no Synt:
- Colar o texto das anotações (gratuito).
- Fotografar o caderno ou a apostila: o Synt lê a foto e transforma em texto.
- Enviar o PDF da apostila do cursinho (Synt Pro).
Se você não tem anotações de um tópico, só o programa da matéria, o Synt gera as anotações a partir da lista de tópicos — e aí o simulado sai desse conteúdo.
2. Crie o plano até a prova com a data real
Informe a matéria, a data (8 de novembro para Linguagens e Humanas, 15 de novembro para Natureza e Matemática) e a nota que quer tirar. O Synt distribui as sessões — resumo, questões, flashcards, mapa mental, revisão de erros e simulado — entre hoje e o dia da prova. O simulado costuma aparecer nas últimas sessões, quando todo o conteúdo já passou pelo menos uma vez pelo quiz.
3. Faça o simulado como se fosse a prova
- Marque o tempo sugerido no relógio.
- Sem anotações abertas, sem pausa para conferir.
- Responda tudo, inclusive o que não sabe: no ENEM não há penalidade por erro, e o simulado precisa medir o chute também.
4. Leia o resultado pelo que ele diz, não pelo número
Um 14/20 não é "70 %". É a lista das seis questões erradas: de que tópicos são, se o erro foi de conteúdo (não sabia) ou de leitura (sabia, mas caí na alternativa parecida). Use "Rever respostas" para ver cada uma com a alternativa correta. Para os erros de conteúdo, o gerador de flashcards transforma o ponto errado numa carta para revisar. Para os erros de compreensão — o conceito que você reconhece mas não explica —, a Técnica Feynman resolve em dez minutos.
5. Repita a revisão dos erros três ou quatro dias depois
É aqui que o simulado deixa de ser um teste e vira estudo. A sessão de revisão dos erros do Synt refaz questões só sobre o que você errou. Se você acerta na segunda vez, o tópico está consolidado; se erra de novo, ele volta ao cronograma da semana seguinte.
Um ritmo que cabe nas sete semanas que faltam
Combinando os dois tipos de simulado:
- Toda semana: um simulado do seu material por bloco estudado (20 questões, 25 minutos). Revisão dos erros três dias depois.
- A cada duas semanas: uma prova anterior completa do ENEM, no tempo real (5h30 no dia 1, 5h no dia 2), para treinar formato e resistência.
- Última semana antes de cada dia de prova: só revisão de erros e flashcards. Nada de simulado longo na véspera.
Quem faz isso chega ao dia 8 de novembro sabendo duas coisas que a maioria não sabe: quais tópicos das suas anotações ainda falham e quanto tempo por questão é realista para você. Comece esta semana com um bloco pequeno — cole as anotações de uma matéria no Synt, gere o simulado e veja a nota que você tiraria hoje.